Diferenças em diferenças

IBM0288 - 2026.1

Prof. Raphael Gouvea

Motivação I

Motivação II

Momento HPE: John Snow e a cólera

  • Três grandes ondas de cólera em Londres no início e meados do século XIX, amplamente atribuídas a poluição

  • John Snow acreditava que a cólera era transmitida pela água do Tâmisa por meio de uma criatura invisível que entrava no corpo por comida e bebida, fazia o corpo expelir água, retornava ao rio e causava novas epidemias.

  • Londres aprovou uma lei exigindo que as companhias de água movessem os canos de captação rio acima, acima do centro da cidade, mas nem todas cumpriram.

  • Experimento natural: a companhia Lambeth moveu o cano entre 1849 e 1854; a Southwark e Vauxhall atrasaram.

Duas companhias de água em Londres, 1854

DD: intuição

  • A intervenção/tratamento é água potável (D)
  • Mortalidade por cólera (Y)
  • Objetivo: estimar o efeito causal de D sobre Y

Podemos identificar o efeito causal de \(D\) se simplesmente compararmos as mortes por cólera em Lambeth com as de Southwark e Vauxhall em 1854 (após tratamento)?

Empresa Resultado
Lambeth \(Y = L + D\)
Southwark e Vauxhall \(Y = SV\)
Diferença \(Y = D + (L-SV)\)

Comparação entre unidades tem viés de seleção! Mas podemos comparar uma unidade com ela mesma antes e depois, certo?

Empresa Tempo Resultado
Lambeth Antes \(Y = L\)
Depois \(Y = L + (T+D)\)
Diferença \(Y = T+D\)

Boa! Eliminamos o efeito fixo de unidade (viés de seleção)! Porém, não conseguimos eliminar todo viés uma vez que agora o resultado é viesado pelas mudanças “naturais” na mortalidade ao longo do tempo (T: efeito fixo de tempo!).

Empresa Tempo Resultado
Lambeth Antes \(Y = L\)
Depois \(Y = L + (T+D)\)
Diferença \(Y = T+D\)

O que podemos fazer, então?

E se fizermos a diferença da diferença (dif-em-dif)?

Bingo! O estimador de dif-em-dif elimina o viés e conseguimos estimar o efeito causal da água potável sobre a mortalidade de colera!

Empresa Tempo Resultado \(\Delta\) DD
Lambeth Antes \(Y = L\)
Depois \(Y = L + (T+D)\) \(Y = T+D\)
Southwark and Vauxhall Antes \(Y = SV\)
Depois \(Y = SV + T\) \(Y = T\) \(\color{red}{D}\)

Qual foi a hipótese crucial utilizada acima para que o estimador funcionasse, ou seja, para que a estimativa obtida por dif-em-dif fosse igual ao efeito causal da água potável D?

Exemplo númerico

Empresa 1849 1854
Southwark and Vauxhall (controle) 135 147
Lambeth (tratamento) 85 19

Qual o efeito de \(D\) em \(Y\)?

\[ \beta_{DD} = (19-85) - (147-135) \]

\[ \beta_{DD} = -66 - 12 = - 78 \]

A intervenção de Lambeth reduziu a taxa de mortalidade em 78 mortes por 10.000 residentes.

Por que comparações simples falham?

  • Queremos estimar o efeito causal de uma política, sem atribuição aleatória.
  • Comparação transversal (pós-tratamento): tratados vs. controles depois da política.
    • Problema: os grupos podem diferir em características fixas → viés de seleção.
  • Antes-depois (só o tratado): grupo tratado antes vs. depois.
    • Problema: outras mudanças ocorreram no mesmo período → confusão temporal.

A lógica das diferenças em diferenças

O DD combina as duas comparações: usa a mudança no grupo de controle para capturar o que teria acontecido com o tratado na ausência do tratamento:

\[\delta_{DD} = \underbrace{(\bar{Y}_{\text{trat, pós}} - \bar{Y}_{\text{trat, pré}})}_{\text{mudança no tratado}} - \underbrace{(\bar{Y}_{\text{ctrl, pós}} - \bar{Y}_{\text{ctrl, pré}})}_{\text{mudança no controle}}\]

ATT

A ideia-chave do DD: usar a evolução do grupo de controle ao longo do tempo como proxy do contrafactual do grupo tratado. O estimador DD estima o efeito tratamento médio sobre os tratados (ATT).

De volta à motivação inicial

Privatização da Eletrobrás ocorre em 14/06/2022.

Afinal, o que é Dif-em-Dif?

Dif-em-Dif é duas coisas:

  1. Em última instância, é sempre um cálculo numérico: 4 médias e duas subtrações!

  2. Sob certas condições (quais?) pode ter interpretação causal!

Visão geral do estimador DD

  • 2 grupos: controle (C) e tratamento (T)

  • 2 períodos: antes do tratamento e depois do tratamento

  • Ideia central: compare variação depois/antes (diferenças) nas variáveis de resultado

  • Estimador Dif-em-Dif (ou DD):\[ \begin{aligned} \beta_{DD} &= (\bar{Y}^T_{depois} - \bar{Y}^T_{antes}) - (\bar{Y}^C_{depois} - \bar{Y}^C_{antes}) \\ &= \Delta \bar{Y}^T - \Delta \bar{Y}^C \end{aligned} \]

  • O mesmo resultado é obtido fazendo: \[ \beta_{DD} = (\bar{Y}^T_{depois} - \bar{Y}^C_{depois}) - (\bar{Y}^T_{antes} - \bar{Y}^C_{antes}) \]

Hipótese de identificação

  • Viés de seleção: grupos de tratamento e controle não são comparáveis \[ E(\color{blue}{Y_{0i}} \mid \color{red}{D_i = 1}) \neq E(\color{blue}{Y_{0i}} \mid \color{blue}{D_i = 0}) \]
  • Mas suponha que os resultados potenciais se movam sincronizados ao longo do tempo, ou seja, tenham tendências paralelas:
    \[ E(\color{blue}{\Delta Y_{0i}} \mid \color{red}{D_i = 1}) = E(\color{blue}{\Delta Y_{0i}} \mid \color{blue}{D_i = 0}) \]
  • Podemos comparar as mudanças observadas nos resultados em torno do tratamento para estimar o efeito causal médio sobre os tratados:
    \[ E(\Delta Y_i \mid \color{red}{D_i = 1}) - E(\Delta Y_i \mid \color{blue}{D_i = 0}) = \kappa \]

Tendências paralelas: visualização

Derivação formal: definições

  • Assuma que os resultados potenciais são determinados como segue:\[ \bar{Y}_{0st} = \gamma_s + \lambda_t \]

  • \(\bar{Y}_{0st}\) = resultado potencial médio no grupo \(s\) no tempo \(t\)

  • \(s = T\) (tratamento) ou \(C\) (controle)

  • \(t =\) antes ou depois do tratamento

  • \(\gamma_s =\) efeito fixo específico do grupo

  • \(\lambda_t =\) efeito específico do tempo

  • Assuma efeito causal médio constante do tratamento:\[ \color{red}{\bar{Y}_{1st}} - \color{blue}{\bar{Y}_{0st}} = \kappa \]

\(\beta_{DD}\) identifica ATE

\[ \color{blue}{\bar Y_{0st}} \;=\; \gamma_s + \lambda_t \]

\[ \color{red}{\bar Y_{1st}} \;=\; \color{blue}{\bar Y_{0st}} \;+\; \kappa \]


\[ \begin{aligned} \color{blue}{\bar Y^{C}_{antes}} &= \color{blue}{\bar Y_{0,C,antes}} = \gamma_C + \lambda_{antes} \\[4pt] \color{blue}{\bar Y^{T}_{antes}} &= \color{blue}{\bar Y_{0,T,antes}} = \gamma_T + \lambda_{antes} \end{aligned} \]

\[ \begin{aligned} \color{blue}{\bar Y^{C}_{depois}} &= \color{blue}{\bar Y_{0,C,depois}} = \gamma_C + \lambda_{depois} \\[4pt] \color{red}{\bar Y^{T}_{depois}} &= \color{red}{\bar Y_{1,T,depois}} = \gamma_T + \lambda_{depois} + \kappa \end{aligned} \]


\[ \begin{aligned} \color{blue}{\beta_{DD}} &= \big(\color{red}{\bar Y^{T}_{depois}}-\color{blue}{\bar Y^{T}_{antes}}\big) - \big(\color{blue}{\bar Y^{C}_{depois}}-\color{blue}{\bar Y^{C}_{antes}}\big) \\[6pt] &= \Big[(\gamma_T+\lambda_{depois}+\kappa)-(\gamma_T+\lambda_{antes})\Big] - \Big[(\gamma_C+\lambda_{depois})-(\gamma_C+\lambda_{antes})\Big] \\[6pt] &= \kappa \end{aligned} \]

Cancelamento dos efeitos fixos

\[ \color{blue}{\beta_{DD}} = \big(\color{red}{\bar Y^{T}_{depois}} - \color{blue}{\bar Y^{T}_{antes}}\big) - \big(\color{blue}{\bar Y^{C}_{depois}} - \color{blue}{\bar Y^{C}_{antes}}\big) \]

\[ = \Big[(\color{red}{\gamma_T} + \lambda_{depois} + \kappa) - (\color{red}{\gamma_T} + \lambda_{antes})\Big] - \Big[(\color{red}{\gamma_C} + \lambda_{depois}) - (\color{red}{\gamma_C} + \lambda_{antes})\Big] \]

\[ = \kappa \]

Ao tomar diferenças ao longo do tempo, eliminamos os efeitos fixos de grupo \(\gamma_T\) e \(\gamma_C\).

\[ = \Big[(\color{red}{\gamma_T} + \color{green}{\lambda_{depois}} + \kappa) - (\color{red}{\gamma_T} + \color{green}{\lambda_{antes}})\Big] - \Big[(\color{red}{\gamma_C} + \color{green}{\lambda_{depois}}) - (\color{red}{\gamma_C} + \color{green}{\lambda_{antes}})\Big] \]

\[ = \kappa \]

Ao tomar diferenças ao longo do tempo, eliminamos os efeitos fixos de grupo \(\gamma_T\) e \(\gamma_C\).

Ao subtrair a variação do grupo de controle da variação do grupo de tratamento, eliminamos os efeitos comuns de tempo \(\lambda_{depois}\) e \(\lambda_{antes}\).

Derivação formal: conclusão

  • DD funciona se \(\color{blue}{\bar Y_{0st}} = \gamma_s + \lambda_t\)

  • Sem tratamento, grupos diferem por um efeito fixo específico \(\gamma_s\)

  • Mas os efeitos específicos do tempo \(\lambda_t\) são comuns

  • Tendências comuns ou paralelas:\[ \Delta \color{blue}{\bar Y_{0,T,t}} = \Delta \color{blue}{\bar Y_{0,C,t}} = \lambda_{depois} - \lambda_{antes} \]

  • DD não funciona se \(\color{blue}{\bar Y_{0st}} = \gamma_s + \lambda_{ts}\)

  • Sem tratamento, grupos seguem tendências de tempo diferentes

  • Então: \[ \begin{aligned} \color{blue}{\beta_{DD}} = \kappa + \\ &\color{red}{(\lambda_{depois,T} - \lambda_{antes,T}) -} \\ & \color{red}{(\lambda_{depois,C} - \lambda_{antes,C})} \\ &= \kappa + (\Delta \bar Y_{0T} - \Delta \bar Y_{0C}) \end{aligned} \]

Importante

Tratamento e controle podem diferir em características fixas, mas devem estar sujeitos aos mesmos fatores variando no tempo.

Como estimar \(\beta_{DD}\)?

  1. Regressão padrão

\[ Y_{it} = \color{blue}{\beta_0} + \color{blue}{\beta_1}\, Trat_i + \color{blue}{\beta_2}\, Depois_t + \color{blue}{\beta_{DD}}\,(Trat_i \times Depois_t) + u_{it} \]

\[ \begin{aligned} \color{blue}{\hat\beta_0} &= \color{red}{\bar Y^{C}_{antes}} \\ \color{blue}{\hat\beta_0} + \color{blue}{\hat\beta_1} &= \color{red}{\bar Y^{T}_{antes}} \\ \color{blue}{\hat\beta_0} + \color{blue}{\hat\beta_2} &= \color{red}{\bar Y^{C}_{depois}} \\ \color{blue}{\hat\beta_0} + \color{blue}{\hat\beta_1} + \color{blue}{\hat\beta_2} + \color{blue}{\hat\beta_{DD}} &= \color{red}{\bar Y^{T}_{depois}} \end{aligned} \]

\[ \color{red}{\Downarrow} \]

\[ \color{blue}{\hat\beta_{DD}} = \big(\color{red}{\bar Y^{T}_{depois}} - \color{red}{\bar Y^{T}_{antes}}\big) - \big(\color{red}{\bar Y^{C}_{depois}} - \color{red}{\bar Y^{C}_{antes}}\big) \]

Três formas equivalentes de estimar \(\beta_{DD}\)

  1. Regressão DD padrão \[Y_{it} = \color{blue}{\beta_0} + \color{blue}{\beta_1}\, Trat_i + \color{blue}{\beta_2}\, Depois_t + \color{blue}{\beta_{DD}}\,(Trat_i \times Depois_t) + u_{it}\]
  1. Regressão DD com efeitos fixos \[Y_{it} = \color{blue}{\alpha_i} + \color{blue}{\beta_2}\, Depois_t + \color{blue}{\beta_{DD}}\,(Trat_i \times Depois_t) + u_{it}\]
  1. Regressão DD nas diferenças \[ \Delta Y_i = \color{blue}{\beta_0} + \color{blue}{\beta_{DD}}\, Trat_i + u_i \]

O experimento de Missipi

A Grande Depressão

O Banco Central deve apoiar bancos durante uma crise bancária?

Novembro de 1930: colapso da Caldwell and Company precipita corridas bancárias no Mississippi: depositantes em pânico sacam fundos; bancos fecham em cascata.

O Federal Reserve em 1930 — dois distritos, duas filosofias:

Distrito Sede Política durante a crise
6º Distrito Atlanta “Dinheiro fácil”: emprestava livremente a bancos em dificuldade
8º Distrito St. Louis Real Bills Doctrine: restringia o crédito em recessões

FED

Experimento Natural

A fronteira entre os dois distritos corta o Mississippi de leste a oeste:

  • traçada em 1913 por tamanho populacional, não por razões econômicas;
  • bancos nos dois lados estão no mesmo estado, mas sob políticas monetárias opostas;
  • essa fronteira cria um experimento quase-natural perfeito.

Estratégia DD

  • Tratamento (6º Distrito): expansão de crédito (+40% em 4 semanas).
  • Controle (8º Distrito): contração de crédito (−10% no mesmo período).
  • Resultado em 1931:
    • 121 bancos abertos (6º Distrito)
    • 132 bancos abertos (8º Distrito)
  • Mas havia diferenças prévias! Não basta comparar níveis!

O cálculo DD

Seja \(Y_{dt}\) = número de bancos abertos no Distrito \(d\) no ano \(t\).

1930 (antes) 1931 (depois) \(\Delta\)
6º Distrito (Atlanta) 135 121 −14
8º Distrito (St. Louis) 165 132 −33
Diferença (6º − 8º) −30 −11 +19

Versão 1 — diferença nas mudanças (ao longo do tempo): \[\delta_{DD} = (Y_{6,1931} - Y_{6,1930}) - (Y_{8,1931} - Y_{8,1930}) = -14 - (-33) = \mathbf{19}\]

Versão 2 — mudança nas diferenças (entre distritos): \[\delta_{DD} = (Y_{6,1931} - Y_{8,1931}) - (Y_{6,1930} - Y_{8,1930}) = -11 - (-30) = \mathbf{19}\]

→ A política da Atlanta Fed salvou ~19 bancos — mais de 10% dos bancos do 6º Distrito em 1930.

Contrafactual

Tendências paralelas

→ Antes de 1931, as tendências dos dois distritos eram quase paralelas: evidência favorável à hipótese de tendências comuns.

Regressão DD - TWFE

Em vez de quatro números, estimamos o DD por regressão em um painel (2 distritos × 6 anos = 12 observações):

\[Y_{dt} = \alpha + \beta \, TREAT_d + \gamma \, POST_t + \delta_{DD}(TREAT_d \times POST_t) + e_{dt}\]

Ingrediente Papel
\(TREAT_d = 1\) para o 6º Distrito Controla diferenças fixas entre os distritos
\(POST_t = 1\) a partir de 1931 Controla mudanças temporais comuns a todos
\(TREAT_d \times POST_t\) Efeito causal \(\delta_{DD}\) — a interação de interesse

Resultado estimado com 12 observações:

\[\hat{Y}_{dt} = 167 \underset{(8{,}8)}{-\, 29}\, TREAT_d \underset{(7{,}6)}{-\, 49}\, POST_t + \underset{(10{,}7)}{\mathbf{20{,}5}}\,(TREAT_d \times POST_t)\]

\(\hat{\delta}_{DD} \approx 21\) bancos salvos — próximo ao resultado simples de 19; marginalmente significativo (EP = 10,7).

Efeitos reais: atividade econômica

Liquidez bancária e atividade econômica real
DD: 6º vs. 8º Distritos, 1929–1933 (Tabela 5.1)
6º Distrito (Atlanta)
8º Distrito (St. Louis)
DD
1929 1933 Δ 1929 1933 Δ
Nº de atacadistas 783 641 -142 930 607 -323 181
Vendas líquidas (US$ mi) 141 60 -81 245 83 -162 81
Fonte: Angrist e Pischke (2015), Tabela 5.1.

→ O 8º Distrito perdeu quase o dobro de atacadistas e muito mais em vendas: a política de liquidez da Atlanta Fed sustentou a atividade econômica real, não apenas os bancos.

Conduta de assessores financeiros

Contexto

Mecanismos de reputação e transparência podem disciplinar o comportamento de assessores financeiros?

  • Crescimento do uso de assessores financeiros nos EUA: ~20% (1995) → ~30% (2019).
  • Entre lares com contas não-previdenciárias: ~60% usam assessor.
  • Indústria grande (~700 mil profissionais) e percebida como pouco confiável.
  • Indúsitria que remunera muito bem.

Fonte: Egan, M., Matvos, G., & Seru, A. (2024). The Problem of Good Conduct among Financial Advisers. Journal of Economic Perspectives, 38(4), 193–210.

% de fam. que utilizam assessores

Distribuição salarial

Economia da má conduta

  • Credence goods: clientes não conseguem avaliar qualidade antes ou depois.
  • Incentivos desalinhados: comissões, conflito fiduciário.
  • Má conduta varia muito entre condados/firmas.
  • Em 2024, ~6,6% dos assessores tiveram casos de má conduta.
  • Em algumas firmas, >30% dos assessores com histórico de má conduta.

O desenho DD (2016)

  • Tratadas: top 20 firmas em má conduta → “naming & shaming”.
  • Controle: firmas 21–40 do ranking.
  • Janela 2011–2019 (±4 anos).
  • Desfecho: % de assessores com histórico de má conduta.
  • Tendências paralelas pré-2016.
  • Estimador: \[ \hat\beta_{DD} =(\bar Y^{T}_{post}-\bar Y^{T}_{pre})-(\bar Y^{C}_{post}-\bar Y^{C}_{pre}) \]

Resultados e implicações

  • Efeito: queda de 1,3 p.p. (≈ –10% sobre média de 12%).
  • Interpretação: transparência disciplina firmas.
  • Reforça eficiência em mercados de produtos e de trabalho.
  • Implicações:
    • Divulgação pública (BrokerCheck)
    • Monitoramento regulatório
    • Educação financeira de assessores